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Galoá é patrocinador nacional do “Pint of Science 2017”

Pint of Science é o festival onde cientistas vão para os bares discutir ciência de forma descontraída e simultânea em 11 países nos dias 15, 16 e 17 de maio.

 

A ciência ainda carrega o estigma de ser um conteúdo preso dentro dos muros das universidades e centros de pesquisa, restrita apenas a cientistas e longe da sociedade, principalmente quando o foco do estudo não é a aplicabilidade e sim a profundidade das teorias e hipóteses.

Mesmo ainda existindo pesquisadores e instituições que alimentam essa visão social distorcida, hoje surgem, cada vez mais, novas iniciativas de popularização da ciência no Brasil, seja na forma do jornalismo científico ou na transmissão lúdica, como filmes, músicas e peças teatrais sobre ciência, mostras em museus e até mesmo nos debates informais dentros dos bares e cafés, como acontecia no início da ciência moderna.

A importância da ampla divulgação científica se dá primeiro pela necessidade de agregar mais conhecimento para as pessoas, sem que elas precisem ser especialistas na área, além de permitir o avanço científico e o desbravamento de novos temas quando a sociedade incorpora as descobertas e debates científicos - detalhamos o assunto nesta entrevista com Carlos Vogt.

Mais que um direito social, o acesso a conhecimentos científicos tem se mostrado um interesse no Brasil. Segundo a última pesquisa nacional de “Percepção Pública da Ciência & Tecnologia” (realizada pelo Centro de Gestão e estudos Estratégias e pelo antigo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), a maioria dos brasileiros (61%) tem interesse declarado pela ciência e reconhecem sua importância social, no entanto, ainda há falta de acesso aos conteúdos científicos, o que se reflete no desconhecimento de instituições de pesquisa (87% não se lembra de um nome no país) ou de pesquisadores brasileiros (94% não se lembra de um cientista famoso).

Diante desse cenário, o Galoá se posiciona favorável a iniciativas que tentam abranger mais pessoas para popularizar a ciência, sendo o patrocinador ouro do festival internacional Pint of Science no Brasil, um evento que reúne cientistas dentro dos bares e restaurantes para discutir de forma descontraída sobre suas pesquisas. A proposta surgiu na Inglaterra em 2013 e hoje já atinge 11 países, sendo o Brasil o único na América Latina a participar, desde 2015.

O festival foi idealizado por Michael Motskin e Praveen Paul quando eram pesquisadores do Imperial College London. Na época, eles organizaram um Encontro com Pesquisadores dentro dos laboratórios, que teve uma adesão muito grande, o que incentivou a ideia de fazer o caminho contrário e levar até as pessoas temas interessantes sobre ciência e tecnologia de uma forma divertida e acessível para a população.

Além do Reino Unido, hoje outros 10 países são participantes do Pint of Science: Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Espanha, França, Irlanda, Itália, Japão e Tailândia.

A edição deste ano já está marcada para acontecer simultaneamente nas noites de 15 a 17 de maio de 2017 em mais de 100 cidades. No Brasil, o evento também se expandiu e vai atingir 22 municípios brasileiros com o apoio do Galoá ao Pint of Science Brasil.

Em cada cidade há um(a) coordenador(a) responsável pela programação e locais parceiros para se realizar as três noites regadas de ciência. Confira os municípios participantes por estado:

  • Bahia: Salvador
  • Distrito Federal: Brasília
  • Goiás: Goiânia
  • Mato Grosso do Sul: Dourados
  • Minas Gerais: Belo Horizonte
  • Paraná: Curitiba
  • Piauí: Teresina.
  • Rio de Janeiro: Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Norte: Natal
  • Rio Grande do Sul: Porto Alegre
  • Santa Catarina: Blumenau e Florianópolis
  • São Paulo: Araraquara, Botucatu, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, São Caetano do Sul, São Paulo, São Carlos e Sorocaba

O evento é gratuito no Brasil, onde as pessoas pagarão apenas o que consumir nos estabelecimentos dentro da programação.

 

Entendendo o nome: Pint of Science

O evento nasceu na Inglaterra e o nome internacional do festival segue a linha inglesa onde são famosas as “public houses” (ou casas públicas), onde se é comum beber cerveja no copo tipo pint, que armazena 568ml

O copo acabou por se tornar uma medida para se pedir cerveja, sendo que também existem os copos Half-Pint (meio pint) e Third-Pint (um terço de pint). Em tradução livre, o festival poderia se chamar “Copo de Ciência”, como você pode visualizar no logotipo.

Achou interessante o festival? Compartilhe para que mais pessoas conheçam e a adesão para as próximas edições seja maior ainda no Brasil.

E um brinde à ciência!

 

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