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Pint of Science: Três noites de diversão e ciência em 22 cidades

Confira a programação brasileira do maior festival internacional que leva ciência para os bares em 11 países.

 

“Ah, isso é conversa de bar!”, normalmente quando ouvimos essa expressão costumamos associar que o assunto não é tão relevante porque foi discutido fora de um ambiente formal, como um laboratório, salas de reuniões ou corredores da universidade. Mas por que não podemos discutir assuntos sérios, como ciência, dentro dos bares?

Começo este texto com a indagação para anunciar a programação brasileira do Pint of Science, um festival similar aos de música em que várias bandas e cantores se apresentam em palcos diferentes, ao mesmo tempo, e que se repete em diversos países; mas no caso, os artistas são nossos cientistas e pesquisadores brasileiros e os holofotes se direcionam para os bares, restaurantes e cafés locais.

O evento é o maior de divulgação científica do mundo e atualmente participam 11 países (Alemanha, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, Espanha, França, Irlanda, Itália e Reino Unido), sendo que o Brasil é o único a representar a América Latina. A edição brasileira deste ano também cresceu e vai atingir 22 cidades, com patrocínio do Galoá, entre os dias 15 a 17 de maio de 2017.

A ideia é mostrar que a ciência não está presa dentro das universidades, mas está na rotina e é sim de interesse (ou preocupação) das pessoas que não atuam diretamente na pesquisa científica. Outro diferencial do evento é que por mais sérios que sejam os temas científicos, eles também podem ser tratados com leveza, menos jargões, um bom copo de cerveja ou suco e petiscos na mesa.

A troca de ideias em um ambiente descontraído também é benéfica para os pesquisadores. Vale sempre ressaltar que é necessário saber o quanto a sociedade está compreendendo sobre seu trabalho e, quem sabe, até mesmo desenvolver ou adaptar novas ideias por meio de questionamentos de outras pessoas que têm bagagens culturais e perspectivas diferentes sobre o tema.

Leia: Vantagens em ferramentas que automatizam a organização de um evento científico.

A mesma ideia é apresentada por Steven Johnson, escritor de ciência e formado em semiótica e literatura inglesa, em seus vídeos e livro “De onde vêm as boas ideias”, na qual ele resgata que a conexão entre as pessoas e o debate sempre foram a base para consolidar ideias soltas, seja nos cafés ingleses e salões parisienses no período iluminista ou nos bares do Pint of Science.

Se tiver curiosidade, confira a apresentação de Steven Johnson no “Ted - Ideas worth spreading” DEPOIS de conferir a programação da cidade mais próxima de você. ;)

 

Confira as cidades participantes do Pint of Science 2017

 Para saber a programação, clique na cidade que lhe interessa.

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