Desde a biblioteca de Alexandria, os profissionais da área procuram formas de organizar e catalogar melhor os seus volumes para deixá-los sempre acessíveis ao público. Na publicação científica isso é especialmente importante, pois ter acesso às referências precisas e à literatura básica é essencial para sustentar o avanço das pesquisas acadêmicas.
Com os avanços tecnológicos, uma forma de garantir que os artigos sejam sempre encontrados, foi a criação de dois grandes bancos de dados catalográficos internacionais: o ISSN na década de 1970, voltado para catalogar revistas e periódicos (científicos ou não), constando atualmente 1,9 milhões de registros; e o DOI, criado na década de 2000 para catalogar diversos materiais bibliográficos online, inclusive os artigos científicos; atualmente existem mais de 130 milhões de certificados DOI e com uma expectativa de crescimento mundial de 16%, segundo a agência de registro.
O DOI surgiu porque nem sempre o que se publica hoje na Internet estará disponível amanhã. Endereços das páginas mudam, sites saem do ar e muitas vezes um artigo que estava disponível online não está mais. Porém, quando falamos de artigos científicos isso é bem complicado, pois a falta de acesso à literatura científica pode dificultar e até mesmo inviabilizar uma pesquisa. Para minimizar esse problema, foi criado o sistema DOI, que além de catalogar artigos, garante que as publicações estejam permanentemente acessíveis e identificados individualmente. Isso acontece porque o DOI é um código que identifica um material bibliográfico online, como por exemplo um artigo científico, um trabalho de um congresso científico, um livro, e até mesmo um periódico ou a edição de uma revista científica .
Simplificando, o DOI seria como o nosso número de CPF, mas para qualquer item digital, portanto, cada artigo científico tem um DOI e não existem dois artigos com o mesmo DOI. O mais interessante é que esse código pode ser usado como uma URL que redireciona para o endereço desse material bibliográfico na Internet, sendo facilmente compartilhado nas redes sociais ou outros meios, mas isso não quer dizer que o artigo esteja em acesso aberto, às vezes apenas o resumo é compartilhável.
Para exemplificar, colocamos o caso do DOI (doi:10.17648/galoa-cbee-6) que identifica os anais da edição de 2014 do Congresso Brasileiro de Educação Especial, publicados pela ferramenta Galoá Proceedings.
Mas como é o processo de registro do DOI?
O DOI é um grande banco de dados gerido pela Crossref , uma associação internacional sem fins lucrativos. Membros autorizados da Crossref podem criar identificadores por um processo chamado de depósito de DOI. Ao depositar um DOI, o Galoá não está gerando só um número identificador e sua URL, mas também está prometendo aos seus clientes que vai manter aquele conteúdo online para gerações futuras. Esse é um compromisso que todos os membros autorizados pela Crossref garantem para que o sistema continue funcionando.
No Brasil, o Galoá atua como Sponsoring Publisher oficial da Crossref , sendo capaz de depositar DOIs para periódicos, eventos e trabalhos científicos de forma fácil e prática, garantindo assim mais alcance para a ciência brasileira. Entre em contato conosco para saber como depositar o DOI de seus eventos e revistas científicas.
Saiba mais
- Tudo o que você quer saber sobre DOI
- Como é composto o número DOI e o que é Crossref?
- Onde encontrar o código DOI de uma publicação?
- Como localizar documentos e outros itens a partir do DOI?
- Qual a diferença entre ISSN e DOI?
- ISSN: Para que serve o código das revistas científicas?
- Tudo o que você precisa saber sobre DOI, ISSN e ISBN
Deposite DOI nas suas publicações científicas
O Galoá é membro oficial e autorizado pela Crossref para o depósito de DOI no Brasil.
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