Anais e Proceedings

Os anais do Copene Sul tem mais de 25 mil visualizações

O encerramento do Congresso dos/as Pesquisadores/as Negros/as da Região Sul (Copene Sul) aconteceu há um ano e meio, mas o evento continua sendo lembrado com os trabalhos apresentados e publicados na plataforma Galoá { Proceedings. Desde então, os acessos aos anais online do Copene Sul não pararam, e até o momento (dezembro de 2016) contabilizam mais de 25 mil visualizações.

A edição aconteceu em Curitiba na Universidade Federal do Paraná (UFPR), entre os dias 21 a 24 de julho de 2015. Realizado pela Associação Brasileira de Pesquisadores (as) Negros (as) e pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFPR, a edição trouxe como tema principal os “Saberes Negros do Sul do Brasil; Pensamento Afro-brasileiro; Pensamento Africano e da Diáspora”.

Conferência II Copene Sul

Legenda: Imagem da conferência divulgada pelo II Copene Sul

Entre os temas de discussão, a edição reuniu pesquisas sobre os movimentos sociais negros, comunidades tradicionais e quilombolas, além de tradições religiosas de matriz africana. O congresso compreendeu conferências e mesas redondas com pesquisadores importantes, pro exemplo, Therese Tchombe da University of Buea (Camarões e UNESCO) sobre “A mudança de paradigma de concepções equivocadas sobre a 'improdutividade' da África para o status de liderança transformadora” e Sandra Graham da University of California, Los Angeles (UCLA) sobre “Os Benefícios Psicossociais e Desafios da Diversidade Racial em Escolas dos EUA”.

O evento também contou com minicursos, workshops e apresentações culturais, como "Cadê Tereza?" e “Vozes da Voz” (imagem a seguir).

Apresentação Vozes da Voz

Legenda: Imagem de “Vozes da Voz” divulgada pelo II Copene Sul

Top 10 de visualizações

Os anais de eventos são importantes para a pesquisa e memória do congresso, tanto que os acessos do II Copene Sul continuam ativos.

Para comemorar o alto número de acessos, resolvemos apresentar quais são os 10 trabalhos mais visualizados dos anais desde a sua publicação na plataforma Galoá { Proceedings.

Os trabalhos da edição foram divididos em 17 eixos temáticos, sendo esses:

  • Políticas Públicas e Ações Afirmativas: protagonismo do movimento social negro e dimensões jurídicas;
  • Religiosidades e identidades negras;
  • Memória e patrimônio;
  • Criminologia, segurança pública e racismo;
  • Filosofia africana e pensamento da afrodiáspora;
  • Educação na infância - 0 a 10;
  • Educação: adolescência e juventude (Ensino Fundamenta II, Ensino Médio, EJA);
  • Literaturas negras e linguística;
  • Literatura infanto-juvenil, artes e culturas (música, dança, teatro);
  • Quilombolas, direitos e políticas públicas;
  • Psicologia e relações raciais;
  • Saúde da população negra;
  • Gênero, sexualidade, corpo, raça e interseccionalidade;
  • História da África e da diáspora;
  • Estética negra e imaginários;
  • Questão urbana e segregação racial;
  • Comunicação, linguagens e mídias.


A seguir, confira na tabela os 10 trabalhos mais visualizados desde a publicação dos anais do II Copene Sul:

         Trabalho apresentado                                                                                        Acessos 

1

“Não sou negro, sou moreno”: Conflitos de identidade negra no contexto escolar

1130

2

Racismo e o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)

959

3

"Vou pesquisar algo sobre demônio, Satã!": Uma investigação da invisibilidade dos deuses do panteão Iorubá na escola.

794

4

Brasil e Angola: Língua, História e Cultura na formação das identidades e cidadanias angolanas e brasileiras

759

5

Racismo como produção de sofrimento psíquico: por uma abordagem comunitária

753

6

Diferença e igualdade: Um novo olhar constituindo subjetividades em tempos de globalização

748

7

Iconografia e representação feminina: A construção das mulheres negras nos livros didáticos de história pós-lei 10.639

738

8

Relações raciais na educação infantil: O que dizem as produções de conhecimento no NEAB da UFPR?

729

9

“Rap florido”: Reconhecimento Artístico, Amor e Relações de Gênero entre Cantores

716

10

"Por nos Haber Dejado Afuera": Enunciação e construções identitárias na obra las negras, de Yolanda Arroyo Pizarro

715

  1. “Não sou negro, sou moreno” - Conflitos de identidade negra no contexto escolar: A pesquisadora constatou que os alunos negros da rede pública de Ponta Grossa (PR) não se identificam como negros, reflexo da formação de inferioridade ideológica que sofrem. A autora ainda discute sobre o papel da escola e das relações sociais formadas nesse ambiente para a construção de identidade em crianças e jovens,
  2. Racismo e o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC): Os pesquisadores discutem o momento de expansão das TICs que trazem melhorias, mas também o aumento de casos de discursos de ódio. Um agravante para esse contexto é a ausência de uma legislação firme e práticas educativas, tornando o ambiente digital inseguro e com práticas recorrentes de cyberbullying, entre outros crimes. Nesse panorama, a pesquisa se propõe a apresentar ações educacionais  que mitiguem as práticas racistas nas redes sociais.
  3. "Vou pesquisar algo sobre demônio, Satã!"- Uma investigação da invisibilidade dos deuses do panteão Iorubá na escola: A pesquisa é uma proposta pedagógica que aproxima os deuses do panteão africano, considerados “demonizados”, dos deuses gregos e romanos enaltecidos nos livros didáticos. Para isso, comparou-se as similaridades entre entidades como Exu-Hermes-Mercúrio ou Oxum-Afrodite-Vênus. O debate ainda se estende em questões como a perseguição religiosa e condição das pessoas negras no pós-abolição.
  4. Brasil e Angola: Língua, História e Cultura na formação das identidades e cidadanias angolanas e brasileiras: O trabalho reflete as ações de um projeto interdisciplinar de história, cultura e literatura afro-brasileira e africana, principalmente entre os pontos culturais comuns entre Angola e o Brasil, em uma escola. As atividades são lúdicas, envolvendo bolsistas dos cursos de artes cênicas, história, letras e música.
  5. Racismo como produção de sofrimento psíquico: por uma abordagem comunitária: O estudo aponta a escassez de práticas psicológicas, que por sua vez ajudam no tratamento de vítimas de racismo, visto o sofrimento que pode ser gerado pela segregação racial e a necessidade de cuidado direcionados.
  6. Diferença e igualdade - Um novo olhar constituindo subjetividades em tempos de globalização: A pesquisa se debruça na questão pós-moderna de termos como cultura, diferença e igualdade; sendo que “igualdade” não é identificada como sinônimo de “homogeneização”, assim como “diferença” também não é o mesmo que “desigualdade”, como presente nas definições clássicas.
  7. Iconografia e representação feminina: A construção das mulheres negras nos livros didáticos de história pós-lei 10.639: A lei 10.639 se refere a uma proposta de erradicação do racismo no Brasil ao se propor nas salas de aula a formação dos alunos também em História das Civilizações Africana, promovendo o debate sobre a diversidade. Nesse contexto, esta pesquisa avalia a linguagem visual das mulheres negras nos livros didáticos a fim de valorizar os papéis que essas pessoas tiveram. Discute-se, assim, tanto problemas de racismo como de discriminação contra as mulheres negras no ambiente escolar.
  8. Relações raciais na educação infantil - O que dizem as produções de conhecimento no NEAB da UFPR?: Os autores reuniram todas as pesquisas desenvolvidas no Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal do Paraná com a intenção de avaliar de forma qualitativa as pesquisas sobre questões raciais na educação infantil para a erradicação do racismo.
  9. “Rap florido”- Reconhecimento Artístico, Amor e Relações de Gênero entre Cantores: O “rap florido” é um termo utilizado para as músicas do gênero musical rap que se refere a relações amorosas. Ciente de que o rap possui diversas músicas de protesto, a pesquisadora avaliou as duas modalidades e as diferentes dimensões que as letras se aplicam no contexto da periferia e como os cantores(as) lidam com as questões de gênero, liberdade e amor.
  10. "Por nos Haber Dejado Afuera": Enunciação e construções identitárias na obra las negras, de Yolanda Arroyo Pizarro: O trabalho se propõe a avaliar a noção de memória na construção de identidade nos textos femininos negros do Caribe, usando como base dois contos da escritora portorriquenha Yolanda Arroyo Pizarro.

Esses foram apenas os 10 trabalhos mais visualizados desde a indexação dos anais do II Copene Sul 2015. Quer conferir outros trabalhos do evento? Fique à vontade acesse os anais online do evento aqui.