Anais e Proceedings

Os 5 trabalhos mais acessados do 1º ENAPHEM

A primeira edição do Encontro Nacional de Pesquisa em História da Educação Matemática (ENAPHEM) ocorreu nos dias 1 a 3 de novembro de 2012 na cidade de Vitória da Conquista, Bahia e contou com 93 trabalhos publicados nos anais do evento, utilizando a plataforma Galoá Proceedings Indexados.

O evento ocorre a cada dois anos, sendo que as suas últimas edições foram em Bauru, interior de São Paulo  (2014), e São Mateus, no Espírito Santo (2016). O  encontro promove a discussão dos conhecimentos produzidos relacionados a Educação Matemática além de promover as pesquisas relacionadas na área. Foram quatro os eixos temáticos abordados pelo ENAPHEM em 2012:

  • Fontes para a história da educação matemática
  • Metodologias da pesquisa em história da educação matemática
  • História da educação matemática em diferentes níveis de ensino
  • História da educação matemática e formação de professores

Desde a publicação dos anais online do evento, os trabalhos continuam sendo acessados através da plataforma de Galoá Proceedings Indexados e neste post vamos comentar sobre os 5  mais visualizados até o momento.

 

1 A Aritmética de Lourenço Filho
2 A Formação Do Professor Primário Na Escola Normal Catarinense Para Ensinar A Matemática: Os Quadros De Parker
3 60 Anos De Evolução Histórica Do Conceito De Alfabetização: Do Ato De Ler Escrever À Funcionalidade Matemática
4 A Disciplina Estatística Educacional Na Formação Matemática Do Pedagogo (1940-1980)
5 A Arte De Carpinteiros E Marceneiros E A Implantação Do Sistema Métrico Decimal No Brasil: O Século XIX Em Vassouras (RJ)

 

Conhecendo os trabalhos

A Aritmética de Lourenço Filho por Marcia Guedes Soares e Wagner Rodrigues Valente

Neste trabalho, os autores analisam as produções do matemático Lourenço Filho entre os anos  1930 e 1960. O trabalho busca discutir qual foi o papel e impacto do educador durante o movimento Escola Nova no Brasil e como sua aritmética, métodos e conteúdos geraram novas propostas de educação matemática no período analisado. Além de se orientar pelas obras de Lourenço Filho, a pesquisa também estuda o Arquivo Pessoal Lourenço Filho (CPDOC-FGV).

A Formação Do Professor Primário Na Escola Normal Catarinense Para Ensinar A Matemática: Os Quadros De Parker por Rosangela Kirst da Silveira, David Costa e Cláudia Regina Flores

A pesquisa estuda os métodos de formação dos professores de matemática catarinenses focando, principalmente, nos Quadros de Parker, que segundo os documentos históricos era o principal método para o ensino da Aritmética.  Os autores buscam descobrir se os Quadros eram utilizados na formação do professor primário e como ele era tratado no contexto da Reforma da Instrução Pública de 1911, o qual retirou o caráter oficial das escolas secundárias e superiores transformando-as em entidades autônomas.

60 Anos De Evolução Histórica Do Conceito De Alfabetização: Do Ato De Ler Escrever À Funcionalidade Matemática por Daniele Esteves Pereira

A autora do artigo analisa a alfabetização nos últimos 60 anos e os novos conceitos que foram surgindo, como alfabetização funcional e numeramento, bem como a matemática é abordada por esses conceitos.

A Disciplina Estatística Educacional Na Formação Matemática Do Pedagogo (1940-1980) por Viviane Lovatti Ferreira e Laurizete Ferragut Passos

Este artigo foca no papel da disciplina Estatística Educacional nos cursos de graduação de pedagogia no estado de São Paulo, investigando os programas de ensino das universidades e a relevância da formação matemática do pedagogo.

A Arte De Carpinteiros E Marceneiros E A Implantação Do Sistema Métrico Decimal No Brasil: O Século XIX Em Vassouras (RJ) por Lucio Flavio Monsores Lavinas e Lucia Maria Aversa Villela

Através de uma pesquisa histórica da região de Vassouras, Rio de Janeiro, os autores buscam descobrir como e se os artesãos, marceneiros e carpinteiros do século XIX utilizavam o Sistema Métrico Decimal na confecção de seus produtos. O trabalho questiona também o nível do conhecimento matemático dos artesãos regionais, como eles esboçavam seus trabalhos e realizavam as medidas, até onde ia o seus conhecimentos matemáticos e como aprenderam.

 

Esses foram os cinco trabalhos mais acessados do ENAPHEN de 2012 até agora (maio de 2017), demonstrando que mesmo com os anos, a publicação online mantém vivo o debate dos eventos.

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Para conferir os demais  trabalhos do 1º ENAPHEM, acesse este link.