Certificados

Fundação Bienal dissemina arte e cultura com exposições itinerantes

A Fundação Bienal de São Paulo é reconhecida principalmente por gerenciar as Bienais de São Paulo, também conhecida como Bienal Internacional de Arte de São Paulo, uma das mais renomadas exposições do mundo sobre as novas tendências artísticas.

No entanto, o que poucas pessoas se atentam é que o trabalho cultural da Fundação se estende aos muros do pavilhão arquitetado por Oscar Niemeyer no Parque Ibirapuera. Apesar das Bienais ocorrerem a cada dois anos e ser um árduo trabalho de curadoria, a Fundação também promove exposições itinerantes e ações educativas a fim de prolongar o debate cultural, que ocorrem em diferentes cidades brasileiras e também no exterior.

Essas itinerâncias acontecem por meio de parcerias institucionais de órgãos públicos e privados com a intenção de expandir o impacto da Bienal para além do eixo Rio-São Paulo, seja com mediação de leis de incentivo à cultura ou de forma independente.

Para realização das exposições deslocadas, a Fundação seleciona as obras que irão participar das mostras e promove ações de formação com os profissionais das instituições parceiras, além de professores e educadores locais. Essas ações recebem certificação, emitidos com os serviços Galoá, conforme explica Dorinha Santos, produtora da Fundação Bienal de São Paulo:

“Realizamos ações educativas gratuitas como Palestras, Encontros e Laboratórios reunindo as equipes de mediadores da instituição parceira e da Bienal, bem como professores da rede de ensino local para apresentação dos conteúdos e pesquisa sobre os artistas das edições da Bienal. O principal objetivo é a troca de experiência sobre processos de mediação e educação. Os certificados são emitidos para os participantes dessas ações durante a itinerância e outras ações do Programa Educativo da Fundação Bienal.” - Dorinha Santos (Fundação Bienal)

 

Imagem de exposição itinerante apresentada em Campinas, interior de SP

 

A produtora ainda defende que essas mostras itinerantes, a partir da Bienal de São Paulo, são importantes instrumentos de difusão cultural, visto que aumenta o público com acesso à arte contemporânea em nível internacional, pois ao longo de 2017, por exemplo, serão 12 cidades atingidas, entre elas Porto em Portugal e Bogotá na Colômbia (confira as demais aqui).

Para se ter ideia em números, Santos ressalta que a cada edição da mostra são aproximadamente 250 mil pessoas em diálogo direto com as produções. Já sobre os serviços prestados na emissão de certificados do Galoá, a produtora cultural aponta a rapidez como diferencial:

“A empresa Galoá foi sugerida pela área de comunicação e de produção da Fundação Bienal na pesquisa de mercado, correspondendo a nossa expectativa de agilizar a logística na emissão de certificados aos participantes e no uso de uma ferramenta mais econômica e sustentável.” - Dorinha Santos (Fundação Bienal)

O mais interessante é que os certificados Galoá possuem um código de validação que confirmam se os documentos são originais ou não, o que traz mais garantia sobre os serviços para os clientes. Confira aqui o link para validar um certificado Galoá.

 

Um pouco mais sobre a Bienal de São Paulo

Em artigo publicado no periódico São Paulo em Perspectiva de 2001, a socióloga Rita Alves Oliveira discute os impactos na cultura brasileira da Bienal de São Paulo ao retomar suas origens e mudanças desde o dia 20 de outubro de 1951, data da festa de abertura da primeira Bienal que não ocorreu no Parque do Ibirapuera, e sim em um pavilhão provisório fora do edifício Trianon, que hoje é o atual MASP (Museu de Arte de São Paulo).

A edição foi organizada pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), presidida na época por Ciccillo Matarazzo e com curadoria artística de Lourival Gomes Machado. A socióloga argumenta que a Bienal teve um papel essencial para preencher a lacuna cultural existente no país:

“Impunha-se, especialmente em São Paulo, uma linguagem metropolitana. Buscava-se ampliar a adesão ao novo estilo urbano que exercia pressão, permeado pela afirmação do progresso recém-iniciado, em que o presente e o futuro importavam mais que o passado. Entre a aceleração cosmopolita vivida em São Paulo e os reais avanços culturais havia um imenso abismo e a Bienal de São Paulo surgia como um ponto de equilíbrio. Os seus criadores buscavam estimular os avanços na produção artística nacional, mas não escondiam o fato de que um evento como esse só poderia acontecer num ambiente semeado pelo espírito da modernização.” (OLIVEIRA, 2001, p. 19).

 

pôster da primeira bienal de sp

 

A mesma concepção também é defendida pela produtora cultural Dorinha Santos, não só na primeira edição, mas durante a trajetória do evento artístico:

“A Bienal de São Paulo foi a primeira a surgir em um país periférico no hemisfério sul, no qual provocou, a partir de 1951, uma dinâmica local particular. A mostra colocou as artes plásticas brasileiras em contato e confronto com as tendências estrangeiras e foi sempre, a cada edição, uma mostra da atualidade da produção artística brasileira. Foi o evento que rompeu com o isolamento cultural das artes plásticas e expandiu sua projeção para além daquele círculo de iniciados.” - Dorinha Santos (Fundação Bienal)

Ainda nas análises de Oliveira, uma das bases para tornar a Bienal de São Paulo referência internacional foi o crescimento de uma “nova crítica de arte” intelectual com critérios científicos devido à institucionalização da Universidade de São Paulo (USP), na qual formava na cidade jovens intelectuais pela Faculdade de Filosofia com bagagem para constituir um novo estilo acadêmico de cultura rico em reflexões.

1959 foi o último ano que a Bienal de São Paulo foi realizada pelo MAM, sendo que a próxima e sexta edição, em 1961, foi organizada pela atual Fundação Bienal. Agora como entidade, ela poderia ter mais autonomia para receber fundos de leis de incentivo à cultura, além de ampliar suas atividades, como nas exposições itinerantes.

Para saciar a curiosidade e saber um pouco mais, confira o vídeo da Bienal de São Paulo sobre a história do festival e conceito curatorial da 32ª edição, com tema Incerteza Viva, exposta em 2016 e presente nas mostras itinerantes de 2017 :

 

 

 

 

A próxima edição da Bienal de São Paulo está prevista para ocorrer em 2018 com curadoria de Gabriel Pérez-Barreiro, diretor chefe da Coleção Patricia Phelps de Cisneros, com sedes em Nova York e Caracas.

Para acompanhar as atividades da Fundação Bienal, confira a agenda no site oficial.

 

Referência:

OLIVEIRA, RITA ALVES. (2001). Bienal de São Paulo: impacto na cultura brasileira. São Paulo em Perspectiva, 15(3), 18-28. https://dx.doi.org/10.1590/S0102-88392001000300004