Anais e Proceedings

Confira os trabalhos mais acessados do CBEE 2016

A sétima edição do Congresso Brasileiro de Educação Especial (CBEE) aconteceu nos dias 1 a 4 de novembro de 2016 na Universidade Federal de São Carlos e  buscou chamar atenção para discussões sobre a Educação Especial no país. Com essa proposta importante, a organização publicou os anais do congresso na plataforma Galoá Proceedings Indexados para que mais pessoas possam ter acesso às pesquisas apresentadas.

Ao todo, foram indexados 914 trabalhos online divididos em 28 eixos temáticos diferentes que abrangem as diversas áreas da educação especial. Nos anais do evento online, desenvolvido pelo Galoá, é possível fazer a busca de trabalhos através desses eixos temáticos, pelo nome do autor ou título do trabalho. Os autores também recebem todo mês um relatório sobre os acessos que a pesquisa recebeu para que eles possam acompanhar o impacto realizado por seus trabalhos. E para compartilhar as pesquisas que mais chamaram a atenção trazemos os 10 trabalhos mais acessados do 7º CBEE:

 

1 Ambiente digital para ensino de atividades (pré)acadêmicas para estudantes com autismo
2 Acesso de estudantes com deficiência à educação do campo
3 “ENEM libras já!”: narrativas sobre acessibilidade no exame nacional do ensino médio
4 Um olhar sobre o letramento matemático nas atividades propostas para alunos com deficiência intelectual
5 A formação inicial de professores: construindo identidades docentes inclusivas ou excludentes?
6 Problematizações acerca da educação bilíngue em escolas de surdos do Rio Grande do Sul
7 O professor do atendimento educacional especializado: a subjetividade como fonte do trabalho pedagógico
8 O trabalho em rede na perspectiva da educação inclusiva
9 Caracterização do repertório de habilidades sociais em pessoas com síndrome de Down
10 La educación especial gallega: el colegio de sordomudos y de ciegos de Santiago de Compostela

Essas pesquisas chamaram a atenção do público do evento e outros participantes, por isso preparamos um pequeno resumo sobre esses trabalhos para você conhecê-los. As pesquisas estão disponíveis nos anais do evento para download gratuito, caso se interesse por alguma é só seguir os links para os trabalhos.

 

1) Ambiente digital para ensino de atividades (pré)acadêmicas para estudantes com autismo por Martony Demes da Silva, André Soares, Priscila Benitez e Breno Machado do Monte.

Os autores da pesquisa analisaram o uso de tecnologias no ensino de crianças com autismo e as limitações dessas ferramentas. Para a realização deste experimento eles desenvolveram um ambiente digital para que uma criança de 9 anos pudesse realizar algumas atividades de sobreposição e formação de palavras baseados nos princípios da Análise do Comportamento Aplicada. A partir dos resultados, os autores realizaram propostas para melhorar o ambiente digital de aprendizado como a criação de novos exercícios e o desenvolvimento de um aplicativo para iOS.

 

2) Acesso de estudantes com deficiência à educação do campo por Rosana Maria Purcina Dias, Dulcéria Tartuci e Rafaela Aparecida Silva Ferreira Diniz.

Neste trabalho, os autores buscaram analisar como ocorre a inclusão de pessoas que necessitam da educação especial nas áreas rurais do município de Catalão, em Goiás. A pesquisa foi realizada com base nos dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Com essas informações, também foi observado que ainda há poucas pessoas com deficiência na educação matriculadas nas regiões rurais, mesmo quando há a oferta de escolas adaptadas para a receber esses alunos.

 

3) “ENEM libras já!”: narrativas sobre acessibilidade no exame nacional do ensino médio por Keila Cardoso Teixeira.

A pesquisadora procurou entender como as políticas de acessibilidade estão inseridas na realização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), para isso, além da coleta de dados no banco do INEP, foi realizada uma entrevista em uma  instituição que realiza o atendimento pedagógico aos surdos em Vitória - ES, onde estavam presentes duas alunas surdas, três professoras, uma pedagoga, a diretora da instituição e uma profissional da Secretaria da Educação. A partir dessa discussão, a autora constatou que há políticas que garantem um intérprete para a realização da prova, porém, não é o suficiente para suprir as necessidades de compreensão linguística de uma pessoa surda.

 

4) Um olhar sobre o letramento matemático nas atividades propostas para alunos com deficiência intelectual por Andreia Barbosa Mateus e Antônio Sales.

A matemática é uma disciplina muito importante para o desenvolvimento da criança, pensando nisso, os autores do trabalho decidiram estudar como as atividades realizadas pelos professores do Ensino Fundamental contribuem para o letramento matemático de alunos com algum tipo de deficiência intelectual. Constataram que os professores possuem dificuldade em abordar esses alunos e que há a necessidade de mais pesquisas nessa área para que os professores possam aprender e aplicar métodos de ensino mais eficazes.

 

5) A formação inicial de professores: construindo identidades docentes inclusivas ou excludentes? Por Ana Flávia Teodoro de Mendonça Oliveira

O objetivo da pesquisa é analisar se a educação de futuros docentes é inclusiva ou não, para isso foram realizadas entrevistas com os professores e alunos de um curso superior de pedagogia. A autora chegou à conclusão que a maioria dos professores possuem práticas pedagógicas excludentes enquanto os alunos demonstram princípios inclusivos devido a convivência com outros alunos surdos na universidade.

 

6) Problematizações acerca da educação bilíngue em escolas de surdos do Rio Grande do Sul por Marcele Martinez Caceres

Utilizando a noção de discurso de Michel Foucault, a autora do trabalho analisa o consumo de artefatos culturais no contexto da educação bilíngue de estudantes surdos, tentando dessa forma, problematizar as situações formais e cotidianas vividas pelos alunos e professores dentro da escola. O trabalho é um recorte da primeira parte do Projeto Produções Culturais Surdas realizado pela a autora.

 

7) O professor do atendimento educacional especializado: a subjetividade como fonte do trabalho pedagógico por Geandra Cláudia Silva Santos.

A autora da pesquisa buscou entender como a produção subjetiva de professores do atendimento educacional especializado afeta o seu trabalho no atendimento de alunos com necessidades especiais. Foi observado que a professora carecia de conhecimento técnico-científico o que a levava a tomar decisões inconsistentes.  

 

8) O trabalho em rede na perspectiva da educação inclusiva por Glaucimara Oliveira, Guacira Azambuja e Priscila Manzoni.

Este trabalho relata as experiências dos autores em um projeto realizado junto com a Promotoria de Justiça Regional de Educação de Santa Maria no Rio Grande do Sul. O projeto está em seu segundo ano de execução e tem como objetivo auxiliar na promoção de uma educação inclusiva através da assessoria de profissionais do município e gestores.

 

9) Caracterização do repertório de habilidades sociais em pessoas com síndrome de Down por Viviane Rodrigues, Gabriela Aissa, Bruna Bianchi e Stefany Gabrielly Pereira de Souza.

Interessados na percepção de pessoas com Síndrome de Down sobre seu próprio comportamento, as autoras buscaram entender como eles avaliam suas habilidades sociais comparado com a percepção dos seu pais e pessoas próximas. Através de entrevistas realizadas com os participantes foi constatado que os amigos e familiares têm uma percepção das habilidades sociais das pessoas com Síndrome de Down.

 

10) La educación especial gallega: el colegio de sordomudos y de ciegos de Santiago de Compostela por Leslie Freitas de Torres.

Na região de Galiza na Espanha, o colégio para surdos-mudos e cegos de Santiago de Compostela foi o primeiro a dar atenção especial às pessoas com essas deficiências. A autora faz uma análise histórica da universidade que já possui mais de 150 anos, utilizando principalmente os documentos encontrados nos arquivos da escola.

 

Esses foram os 10 trabalhos mais acessados dos anais do 7º Congresso Brasileiro de Educação Especial. Além de conferir os resumos também é possível baixar os trabalhos completos para os ler na íntegra. Outra grande vantagem da publicação online no Galoá Proceedings é facilidade de compartilhar as pesquisas que você achou mais interessantes com seus colegas, é só utilizar os botões de compartilhamento ou copiar o link da página.

Para saber mais sobre a publicação de anais de eventos online entre em contato com a nossa equipe através do formulário abaixo.

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